Expansão leva a programação da emissora para Roku, Fire TV, Android TV e aplicativos conectados, ampliando o alcance do conteúdo amazônico para novos públicos dentro e fora do país
(Foto: Marketing RCC)
A TV A CRÍTICA iniciou, no último mês, um processo de ampliação da distribuição de sinal para plataformas digitais e Smart TVs. A expansão inclui presença em dispositivos como Roku, Fire TV, Android TV e aplicativos conectados, permitindo acesso à programação da emissora em diferentes regiões do Brasil e também no exterior.
O projeto prevê a expansão da transmissão do canal por meio de plataformas digitais, operadoras de TV a cabo regionais e nacionais e Smart TVs conectadas à internet.
Segundo o gerente de Rede e Expansão da TV A CRÍTICA, Janderson Vieira, a estratégia busca acompanhar as mudanças no consumo de televisão e ampliar o alcance da programação.
“A emissora deixa de estar limitada apenas ao sinal tradicional de TV aberta e passa a estar presente onde o público realmente está consumindo conteúdo hoje: nas TVs conectadas e no ambiente digital”, afirmou.
De acordo com dados apresentados pelo fornecedor responsável pela operação, mais de 60% das pessoas já possuem pelo menos uma Smart TV em casa. O levantamento aponta ainda que o Brasil possui mais de 80 milhões de aparelhos conectados, enquanto os Estados Unidos ultrapassam 190 milhões.
Com a ampliação da distribuição, a expectativa da emissora é alcançar não apenas o público amazonense, mas também brasileiros que vivem em outros estados e fora do país.
“A expectativa é extremamente positiva. A TV passa a levar o conteúdo amazônico para todo o Brasil e também para brasileiros que vivem fora do país”, disse Janderson.
Segundo ele, existe demanda por conteúdos regionais, especialmente ligados ao jornalismo local, cultura amazônica e transmissões tradicionais do estado.
“Existe uma demanda muito forte por conteúdos regionais, jornalismo local, cultura amazônica e transmissões como o Festival de Parintins”, afirmou.
A expectativa é que o conteúdo da emissora alcance públicos no Brasil, Estados Unidos e países da Europa.
Vieira destaca que a programação já está disponível em plataformas como Viva Live TV, Start TV, Rede ITV e TV Brasil Plus. Outros serviços seguem em fase de implantação, entre eles Descaplay, TV SulPlay, Rumo TV, Multicanal, Unique TV, Orbi TV e Metax TV.
A expansão também prevê distribuição em Smart TVs com Android TV e Google TV integrados, incluindo aparelhos das marcas Sony, TCL, Philips, AOC, Panasonic, Xiaomi, Toshiba e Hisense.
Além das Smart TVs, o conteúdo poderá ser acessado em dispositivos certificados como Chromecast com Google TV, Mi Box, Mi TV Stick e Fire TV.
A emissora afirma que a expansão acompanha uma transformação já consolidada no mercado audiovisual, marcada pelo crescimento do consumo via internet e dispositivos conectados.
“O público está migrando rapidamente para o consumo sob demanda e conectado, principalmente através de Smart TVs, aplicativos e dispositivos de streaming”, explicou Janderson.
Segundo ele, muitas pessoas já consomem televisão sem depender exclusivamente de antenas ou operadoras tradicionais.
“Estar nessas plataformas é acompanhar a evolução do comportamento do consumidor e garantir que a emissora continue relevante para novas gerações e para um público cada vez mais digital”, disse.
A chegada às plataformas digitais também deve influenciar a forma de produzir e distribuir conteúdos da emissora.
“A presença nessas plataformas faz com que a emissora pense o conteúdo de forma ainda mais multiplataforma”, afirmou.
De acordo com o gerente, além da programação ao vivo, cresce a importância de formatos voltados para o ambiente digital, como conteúdos sob demanda, cortes e programas especiais.
“A programação passa a ser pensada não apenas para a TV tradicional, mas para uma audiência conectada e multiplataforma”, destacou.
A expectativa da emissora é que a presença em plataformas conectadas amplie significativamente o alcance do conteúdo.
“Quando a emissora entra em plataformas conectadas, ela deixa de ter uma limitação geográfica do sinal terrestre e passa a atingir potencialmente milhões de usuários em Smart TVs e dispositivos de streaming”, afirmou Janderson.
Além da expansão de audiência, segundo o gerente, existe potencial de crescimento em publicidade digital e mídia segmentada em TV conectada.